DEUS É FIEL

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Não Lembras?

Mateus 16:9 – Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantas alcofas levantastes?

Jesus estava em Decápolis, território gentio, quando multiplicou sete pães e alguns peixes alimentando quatro mil homens, além de mulheres e crianças.

Os discípulos estavam com Jesus na ocasião do milagre, era a segunda vez que havia uma multiplicação de pães. Creio, que presenciar tamanho milagre mexeria com a fé de qualquer um a ponto de fortalecer as convicções em qualquer ocasião.

Não obstante, esse milagre visível, os discípulos facilmente esqueceram. Saindo do cenário milagroso, entraram no barco em direção à uma outra cidade e apesar de terem visto muitos pães não guardaram nenhum para uma eventual fome.

“E, passando seus discípulos para a outra banda, tinham-se esquecido de fornecer-se de pão” Mt 16:5

Jesus, antes que eles partissem, os advertiu contra o fermento dos fariseus, e eles, creio, que olhando uns para os outros, com certo sarcasmo disseram: “É porque não vos fornecemos de pão”




Lições práticas.

Quantas vezes essa situação não ocorre conosco também? É só passarmos para a outra margem, que deixamos para trás tudo que vimos, ouvimos e recebemos.

Não me excluo de responder afirmativamente a tal indagação. Sei que entre tantos milagres visíveis existem os invisíveis que sequer sonhamos, mas Deus faz todos os dias. Não nos damos conta de que EM TUDO HÁ UM MILAGRE DE DEUS, e tão somente cheguem as tribulações resmungamos: “Donde me viriam num deserto tantos pães?” Mt 15:39

Se nós tivessemos a mesma facilidade para lembrar como temos para esquecer, poderíamos lembrar da voz de Jesus bem nítida em nossos ouvidos, tal qual Ele falou para todos os que estavam famintos: “TENDE BOM ÂNIMO”.

Josué e Moisés como líderes ,constantemente reuniam o rebanho e o fazia lembrar dos milagres recebidos como forma de recriar a fé.

Creio, que este seja um exercicio fortalecedor. Muitas vezes falo baixinho com Deus, sim Senhor, eu creio, assim como Josué e Calebe que receberam a vitória após terem confessado que o Senhor era maior que todos os gigantes que haviam na terra que eles pretendiam conquistar.


O profeta Jeremias em suas lamentações diz:
“Tu te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: NÃO TEMAS. E outra vez diz: “Disso me recordarei no meu coração; por isso, tenho esperança”.

Não compreendes? Não vos lembrais? E prontamente respondo: “Compreendo Jesus, ainda que nada saiba, lembro-me, ainda que nem a conta de tudo tenha”.

Mulheres Que Buscam Felicidade



Ana é descrita no Antigo Testamento, como uma mulher de fé, a mãe do profeta Samuel. Ela era estéril e após orar ao Deus de Israel, teve sua madre aberta para conceber não apenas um, mas seis filhos. Uma pequena passagem sobre a história de Ana me chama atenção:  “Então se levantou Ana, depois que comeram e beberam em Siló...” I Sm 1:9

Ana é um exemplo a ser seguido, alguém que não se conformou com a situação de derrota e desprezo, reuniu forças, “se levantou” e sabiamente se dirigiu ao lugar certo, na hora certa. A vida de Ana, não ia tão bem. Seu esposo Elcana, tinha outra mulher chamada Penina. Todos os anos, quando Elcana subia a Siló para sacrificar ao Senhor, era acompanhado pelas duas esposas e filhos. Ana, porém sempre se abatia de tristeza e dor pelas humilhações provocadas pela rival que se achava melhor e mais amada por ter filhos: “E sua rival excessivamente a provocava, para irritar; porque o Senhor lhe tinha cerrado a madre” I Sm 1:6. A situação se repetia ano após ano, o que provocava intensa tristeza em Ana que “chorava e não comia” I Sm 1:7.


Amada pelo esposo, mas insatisfeita e infeliz por não ter filhos, Ana, é o retrato de milhões de mulheres que sofrem a esterilidade nas diversas áreas da vida. É o retrato das mulheres que não se sentem amada o bastante, que pedem exclusividade em seus relacionamentos. A infeliz Ana representa a mulher que ama, mas desconhece o poder desse amor. Que tem fé, mas erra em buscar o caminho do milagre. A infeliz Ana olha para todas as circunstâncias e se acha pequena, inútil e impotente.


“Então se levantou Ana, depois que comeram e beberam em Siló...” I Sm 1:9

A esposa de Elcana resolve enxugar as lágrimas e partir em busca da felicidade. A fé de Ana fora despertada pelas muitas lembranças das maravilhas realizadas pelo Senhor dos Exércitos. O mesmo Deus que abriu o mar vermelho libertou os hebreus, concedeu um herdeiro a Sara e Abraão, mesmo quando estes já estavam ultrapassados em idade, era o Deus de Ana. Ela internalizou o amor de Deus por ela, a sua condição de filha, de herdeira das promessas, do justo que vive pela fé e não por vista. A partir daquele momento, tudo mudaria. Já não seriam as palavras da rival Penina que governariam Ana. Aquela afronta que inundava seu pensamento e coração, gerando mágoa e dor, enfraquecendo o ser, seria deixada para trás para dar lugar a Palavra de Deus.

“Ela orou com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente” I Sm 1:10

Ana contou a Deus toda a sua causa, se derramou diante Dele. A direção certa, o gesto esperado e seu coração fora curado. Quantas vezes, e por quanto tempo, mulheres na situação de Ana, relutam em buscar a Deus com todas as suas forças?  Por acreditarem que sua miséria é fruto do destino, que é um mal merecido, ou então que não são boas o suficiente para buscarem o favor de Deus? Ana representa mulheres e mulheres, as que choram e as que se alegram. As que buscam e têm fé, que vivem dignamente e ainda assim sofrem por alguma causa. As que são felizes apesar das “peninas” da vida. Mas o que quero enfatizar na vida dessa grande serva de Deus é que ela buscou mudanças, não se conformou com o veredicto do mundo, do que afligia sua alma, do que era palpável.

A vida de Ana teve um marco e esse marco foi firmado por ela própria, pela fé e certeza do que se não via. Quando a amargura e as lágrimas invadem nossa vida tentando nos vencer é hora de recomeçar. De seguir em outra direção, de buscar a Deus com todas as forças. O esposo de Ana e o sacerdote Eli, tentaram impedir sua busca pelo milagre, mas determinada ela não se deixou prender a nenhuma palavra humana: “Ana, por que choras não te sou melhor que dez filhos?”, disse Elcana. Já o sacerdote Eli ao vê-la orar intensa e silenciosamente, movendo os lábios sem sair som disse: “Estás embriagada? Aparta de ti o vinho”. As duas situações poderiam ter levado Ana a desistir de buscar, mas não.

O mundo, as pessoas, as vozes humanas podem tentar convencer as “Anas” de que tudo deve ficar como está. Esse pensamento, no entanto, é incapaz de medir sentimentos. Somente Deus, em Sua eterna misericórdia se compadece de nós. Ele não despreza, nem censura aquilo que nos incomoda, mas é Grande o bastante para cumprir em nós a Sua vontade, que excede todo entendimento. Uma vontade que está acima de toda e qualquer circunstância. “Agindo eu quem impedirá?” Is 43: 13, “Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales, tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais” Is 41:18.

A todas as mulheres que se identificam com Ana, em sua tristeza e em sua alegria, ofereço essa mensagem, regada nos átrios do Senhor Deus de Israel, no firme sacrifício da Cruz e no poder que há no Nome de Jesus.

Com amor, em Cristo. 

Filho de Abraão, Filho de Davi II


16 – “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.”
Davi fora nomeado rei aos 15 anos. Seu antecessor ainda reinava quando Deus enviou Samuel com um vaso de óleo ao encontro de Davi para ungi-lo sucessor de Saul. Seu reinado foi de 1010 a 970 a.C.

Como ele poderia ser Rei eterno se nem mesmo o sistema monárquico é a forma de governo na Israel atual? Quando e como se daria o cumprimento dessa promessa?

Os Judeus da época de Jesus a conhecia muito bem, todo o Israel esperava o sucessor de Davi, prometido nas escrituras. Aliás, muitos, ainda aguardam um sucessor por não crer que a promessa já fora realizada.

“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticara o juízo e a justiça na terra, nos seus dias Judá será salva, e Israel habitará segura, e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA” (Jr 23,5 e 6)

Davi representou o reinado do Espírito, tendo sido eleito pelo próprio Deus, foi obediente, pacífico, paciente e sábio.

Saul representou a vontade carnal, tendo sido eleito pelo povo. Era: soberbo, invejoso, imprudente, desobediente. Perseguiu Davi como pôde.

Os dois reinos são um perfeito retrato do homem e suas naturezas: carne e espírito. Ao afastar-se da vontade de Deus, Davi entregara-se a natureza carnal cometendo adultério.

Por que essa comparação entre o reino de Saul e de Davi? É que o Renovo prometido por Deus, certamente viria mantendo a característica do Reino Davídico: Espírito.

Promessa Cumprida.

“Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão”. Judeu, de Belém, Davi era descendente direto de Abraão, estava portanto na linhagem da aliança.

“Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” gritava o cego de Jericó (Mc.10-47)

Muitos, como ele viram em Jesus o cumprimento da profecia.

“E toda a multidão (em Israel) se admirava e dizia: não é este o Filho de Davi?”

O fato é que Jesus viria salvar o homem como um todo, os que não creram esperavam a libertação da opressão romana, que saqueava o povo com altos impostos e muita injustiça.

Hoje, muitos contestam a existência de Deus e a obra salvadora de Cristo por ainda haver opressão e muita injustiça no mundo. Tudo isso, nunca deixará de existir até que o Reino Eterno seja definitivamente estabelecido com a segunda vinda de Jesus.

Contudo, o próprio Jesus nos disse que o seu Reino seria diferente do reino do mundo.

“O meu Reino não é deste mundo” Jo 16:36

Se reconhecemos em Jesus o cumprimento da promessa feita a Davi, o Reino de Deus é chegado a nós e passamos a desfrutar da paz que só esse Reino pode dar. Assim como Saul perseguia a Davi, muitos conflitos continuarão a perseguir e incomodar o cristão. Porém, não seremos mais os mesmos. Males, são constantes na Terra, Jesus, porém, nos conduzirá a enfrentá-los tornando-nos vencedores ainda que ao mundo isso não seja visível.

“Em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” Jo 16:33

“E interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior, nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós.” Lucas 17:20, 21.